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segunda-feira, junho 20, 2011

Tudo é falso, todos usam máscaras.



Ultimamente tenho me decepcionado com pessoas que eu menos esperava que fosse me decepcionar. E por isso, eu venho acreditando cada vez menos nas pessoas, na vida, em tudo ao meu redor.
Me pergunto se tudo que eu tenho vivido até hoje realmente foi real, ou se tudo não passou de uma brincadeira de mau gosto.
As pessoas se perdem com tamanha facilidade, ou sou eu que não consigo acompaná-las? Não sei, só sei que as pessoas estão perdendo os valores, estão se desmanchando por motivos fúteis de mais.
Não consigo mais enxergar uma pessoa, como enxerguei ha um tempo atrás. Hoje todo mundo é suspeito pra mim, e de suposições em suposições acabo chegando a uma conclusão. Tudo é falso, todos usam máscaras. Ninguém pertence a ninguém. Ninguém é de verdade.
Não acredito mais no amor, não acredito mais em 'amizades eternas', não acredito mais na vida.


.. e em você, bom acredito cada vez menos.. porém, ainda creio em ti!

sábado, dezembro 25, 2010

Sozinha

Foi assim que passei o meu natal. Sozinha, preocupada e triste.

O natal é uma festa tão bonita, a cidade fica enfeitada, as pessoas ficam mais ‘bondozas’, as famílias se reúnem, brinca-se de amigo-secreto, trocam-se presentes, fazem-se promessas e simpatias, deseja-se felicidade. Mas eu não consigo gostar de Natal.

É um clima muito familiar. Por mais belo que seja, por mais alegre que as pessoas fiquem, eu sempre fico triste no Natal.

Não gosto de festas familiares, reuniões de famílias, abraços em família, nada que relacione família. Não que eu não tenha família, não é por isso. Mas é que nunca fui muito afim desse puxa saquismo que rola em todo natal e/ou em qualquer outra comemoração onde se reúne família.

Gostaria de poder passar um Natal com amigos. Com pessoas que eu me sinto realmente à vontade. Mas como eu disse Natal é, geralmente, comemorado em família. E todos os meus amigos respeitam essa tradição.

Todos os anos eu faço de conta que gosto do Natal, participo das festas com um sorriso no rosto. Mas esse ano não tive clima nenhum para comemorações.

Foi estranho. Meu ano todo foi estranho. Comecei o ano sozinha, fiquei durante o ano todo sozinha e agora estou terminando o ano sozinha novamente.

As pessoas que eu gostaria de passar o Natal estão longe de mim, minha Estrelinha está doente e passando o Natal internada em um hospital e nem visitá-la eu posso, pois ela mora em outro estado.

Nada do que eu havia planejado deu certo. Mas tudo bem, já fiz o meu pedido ao Papai Noel.

Pedi-o, que nesse novo ano que está chegando tudo seja diferente. Que eu não fique mais tão sozinha, que eu conheça pessoas diferentes, que eu consiga ficar perto das pessoas que eu amo de verdade. Pedi também para que ele cuide da minha Estrelinha, para que ela fique boa logo para me fazer rir das besteiras dela.

Bom, apesar do meu Natal não ter sido nenhum pouco legal. Eu desejo a todos vocês um Feliz Natal. Espero que o de vocês tenha sido melhor que o meu.

Desejo também um Feliz Ano Novo. E que 2011 seja melhor para todos nós!

[Y.G]

sábado, julho 24, 2010

Querida solidão,

... sei que gosta de mim e que adora minha companhia.
Mas se não for pedir muito eu gostaria que você fosse embora, e deixasse a porta aberta para que meu amor venha me visitar essa noite. Não é que eu não goste de você, muito pelo contrário, eu adoro teu silêncio. Mas estou precisando do meu amor.
Será possível você fazer isso por mim?
Pode dar uma volta por aí, fique um tempo fora de casa, eu não irei fugir de você. Mas estou precisando do colo do meu amor, preciso cuidar dela, preciso dos olhos dela para me proteger.
Você pode voltar quando quiser, pode ficar fora um mês, dois meses, quanto tempo quiser. Mas só me deixe ficar com meu amor esta noite. É tudo que preciso.
Você poderia fazer isso por mim?


[Y.G]

sexta-feira, julho 23, 2010


Então você veio
Entrou, tomou um chá
Disse-me coisas bonitas
Me fez acreditar no impossível
Acendeu a chama da paixão
E no dia seguinte, quando abri os olhos
Você não tinha passado de uma simples ilusão.

[Y.G]

quarta-feira, junho 23, 2010

Doce silêncio,


Em meio de toda aquela agitação no colégio, ela preferiu se isolar. Todos estranharam sua atitude, pois ela vivia sorrindo, brincando e conversando pelos cotovelos. Mas naquele dia foi diferente, ela não tinha vontade de conversar com ninguém, queria apenas o silêncio.
Durante o recreio seu grupinho se reunira, como todos os dias, no cantinho predileto deles. O frio era intenso e sentar no chão era crucial, o pessoal ficou em pé. Então ela aproveitara para se sentar sozinha. Colocou seus fones de ouvido e viajou enquanto ouvia suas musicas prediletas. Ela estava bem, queria apenas ficar sozinha e curtir aquele frio gostoso consigo mesma. Algo que ninguém entendera, todos vieram perguntar o que ela tinha. Isso a incomodava bastante, ela odiava que insistam em uma pergunta quando não tinha vontade de responder nada.
O recreio não acabava logo – as perguntas também não – até que tocou o primeiro sinal e finalmente ela pode ir para sala ficar sozinha. – A companhia da solidão e o silêncio nunca foram tão bem apreciados como naquele dia. – Antes de entrar para sala, encostou-se na espécie de sacada (se é que pode ser chamado assim) que tem no corredor de sua escola, e ficara a observar o céu – um azul magnífico em contraste com as nuvens branquinhas que tinha algumas formas –. Viajou por instantes em seus pensamentos, se sentiu livre por alguns segundos. Ao fechar os olhos era possível sentir uma brisa gostosa que brincava com seus cabelos, um silêncio absoluto. Uma sensação prazerosa na qual ela jamais sentiu.
No final daquele dia, que para muitos teria sido um dia entediante, ela se sentira leve. Leve como uma pluma. Depois de um dia todo de reflexão consigo mesma, ela se sentia preparada para enfrentar seus problemas do dia seguinte.
Hora de dormir. Sua hora mais aterrorizante. Naquele dia fora diferente, ela se sentia bem, realizada com sua própria companhia, não queria pensar em mais nada. Queria apenas dormir, então se virou de lado e adormeceu rapidamente.



[Y.G]

terça-feira, junho 15, 2010

Infeliz Aniversário!

Quinze de Junho de dois mil e dez. Um dia que deveria ser cheio de comemorações para mim por dois motivos, a seleção brasileira ganhou o jogo de hoje e estou completando dezessete anos. Porém, não estou nem um pouco animada com os jogos e muito menos com meu próprio aniversário. Triste não é? Sejam bem vindos a minha realidade.
Acordei e mais uma vez não tive a mínima vontade de sair de casa, quanto menos levantar da minha cama: meu refúgio. Mais venci o desanimo e fui para escola, recebi vários votos de felicidades junto com abraços bem carinhosos (que infelizmente não me completaram). À noite recebi alguns (poucos) amigos em minha casa, depois de muita insistência por parte de mamãe, eu não queria ver ninguém hoje, queria apenas poder ficar na internet sossegada, respondendo recados, ouvindo minhas músicas. – Pelo menos por internet não precisamos dar sorrisinhos falsos e muito menos abraçar ninguém. – mais infelizmente nada saiu como eu queria, abracei os ‘amigos’ e sinceramente, não via a hora de poder ficar sozinha refletindo.
Não gosto de demonstração de sentimentos com ninguém, muito menos com família. Nunca fui de abraçar pai e mãe e se dependesse de mim hoje não seria diferente, mais fui educada e os abracei quando eles vieram me cumprimentar pelo meu dia. Me sinto mal diante essas ocasiões, não sei explicar.
Posso parecer ingrata dizendo isso, mais nenhum abraço me completa, nem o abraço da minha mãe é capaz de completar o vazio que existe dentro de mim. Recebi tanto sorriso, tanto carinho mais nada fez com que eu me sentisse bem, feliz. Nem mesmo os presentes que recebi conseguiram arrancar um sorriso sincero de mim hoje.
O único presente que eu queria hoje era um abraço dela. O presente mais valioso que eu poderia receber, não precisava de mais nada, tendo apenas o abraço dela já seria suficiente. Estou morrendo aos poucos, não sei mais o que fazer pra conseguir seguir em frente. Falta tão pouco para o dia mais feliz da minha vida, mais esse pouco é torturante.
A noite chegou e logo irei me preparar para dormir – que em minha opinião é o pior momento que eu tenho. – Momento de reencontro comigo mesma, onde me deparo com tudo que estou vivendo, me deparo com os fantasmas do meu passado e com os pensamentos que me perseguem. Dormir? Bom, só conseguirei dormir depois de muito tempo acordada olhando para o nada, no escuro. Porém estarei em meu quarto, deitada em minha cama, protegida do mundo lá fora. E amanhã? Bom, amanhã será outro dia.



[Y.G]

sábado, junho 12, 2010

Doze de Junho

Hoje ao acordar desejei não sair da cama pelo resto do dia. O dia lá fora estava lindo, um céu azul sem nenhuma nuvem, um sol iluminado por Deus e um friozinho tão gostoso. Mesmo assim desejei ficar na cama pelo resto do dia, eu não queria ter que me levantar e deparar com a minha dor, ter que passar mais um dia sozinha sem ela aqui comigo.

Dia 12 de Junho, dia dos namorados, dia dos apaixonados. Um dia que deveria ser o mais feliz em minha vida se transforma em um dia torturante, melancólico e nostálgico.

Sair na rua? Nem pensar, não quero ver os casais apaixonados trocando juras de amor eterno, se abraçando, se beijando e lembrar que meu amor está tão longe de mim. Isso é torturante sabia?

Primeiro dia dos namorados que passo compromissada, apaixonada e... sozinha! Tenho que rir para não chorar diante uma situação dessas. Procuro me distrair, conversar com alguns amigos, ouvir algumas musicas mais de nada adianta. Meus pensamentos rodam, rodam, rodam e param no mesmo lugar, atenção voltada para ela.

Não vejo à hora da minha partida rumo à felicidade. Entregar-me em seus braços e me refugiar em teu sorriso. Não há nada que tire de mim tudo que sinto, não há nada que me faça esquecê-la, não há nada que nos separe.

Quando nossa hora chegar – espero que seja em breve – eu serei a garota mais feliz que existirá. Porque sei que meu lugar é ao seu lado, só me sentirei completa quando estiver lá, ao lado dela por toda eternidade. E toda essa dor que eu sinto irá embora para nunca mais voltar.

[Y.G]