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quarta-feira, julho 14, 2010

Há momentos em que é preciso se calar para não perder a linha. É doloroso ouvir suas palavras e ter que engolir a seco, não poder rebater sem que haja uma briga ou que alguém saia mais machucado do que está. Não consigo entender o que acontece com você, hoje esta bem daqui a pouco já muda sua postura completamente, isso me deixa confusa, me deixa sem reação.

Qual o problema? Será que não dá pra ser mais clara ou não mudar tanto assim? E por favor, pára de fingir que não está acontecendo nada porque está acontecendo sim.

Você só está piorando as coisas, só está abrindo mais ainda o buraco dentro de mim, alimentando mais ainda meu sonho de um dia sair e casa sem olhar pra trás. Eu não queria ter que ir embora um dia com alguma mágoa, mas você não colabora.

Seria tão mais fácil se você aceitasse os fatos, aceitasse o que me deixa feliz, o que me completa. Mas você adora complicar as coisas, isso não é legal.

Pode até ser rebeldia da minha parte, mas você aceitando ou não os fatos a minha decisão já foi tomada e não será você que irá mudar isso.

Sinto muito, mas só estou tentando ser feliz.

quarta-feira, junho 23, 2010

Doce silêncio,


Em meio de toda aquela agitação no colégio, ela preferiu se isolar. Todos estranharam sua atitude, pois ela vivia sorrindo, brincando e conversando pelos cotovelos. Mas naquele dia foi diferente, ela não tinha vontade de conversar com ninguém, queria apenas o silêncio.
Durante o recreio seu grupinho se reunira, como todos os dias, no cantinho predileto deles. O frio era intenso e sentar no chão era crucial, o pessoal ficou em pé. Então ela aproveitara para se sentar sozinha. Colocou seus fones de ouvido e viajou enquanto ouvia suas musicas prediletas. Ela estava bem, queria apenas ficar sozinha e curtir aquele frio gostoso consigo mesma. Algo que ninguém entendera, todos vieram perguntar o que ela tinha. Isso a incomodava bastante, ela odiava que insistam em uma pergunta quando não tinha vontade de responder nada.
O recreio não acabava logo – as perguntas também não – até que tocou o primeiro sinal e finalmente ela pode ir para sala ficar sozinha. – A companhia da solidão e o silêncio nunca foram tão bem apreciados como naquele dia. – Antes de entrar para sala, encostou-se na espécie de sacada (se é que pode ser chamado assim) que tem no corredor de sua escola, e ficara a observar o céu – um azul magnífico em contraste com as nuvens branquinhas que tinha algumas formas –. Viajou por instantes em seus pensamentos, se sentiu livre por alguns segundos. Ao fechar os olhos era possível sentir uma brisa gostosa que brincava com seus cabelos, um silêncio absoluto. Uma sensação prazerosa na qual ela jamais sentiu.
No final daquele dia, que para muitos teria sido um dia entediante, ela se sentira leve. Leve como uma pluma. Depois de um dia todo de reflexão consigo mesma, ela se sentia preparada para enfrentar seus problemas do dia seguinte.
Hora de dormir. Sua hora mais aterrorizante. Naquele dia fora diferente, ela se sentia bem, realizada com sua própria companhia, não queria pensar em mais nada. Queria apenas dormir, então se virou de lado e adormeceu rapidamente.



[Y.G]